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Nova Schin é acusada pela ABGLT de discriminação contra travestis em comercial





Nesta segunda-feira, 28, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ALBGT) divulgou um ofício encaminhado ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – Conar. Onde foi solicitado a retirada do ar de comercial “Festa de São João”, da empresa Nova Schin.



De acordo com o oficio, na peça publicitária em que um homem travestido de mulher é objeto de escárnio, piada e deboche, “de noite era Maria e de dia era João”. Segundo o presidente da ABGLT, Toni Reis, a reclamação é baseada no fato de que o comercial fere a dignidade humana das pessoas travestis. “Respeitamos a publicidade e a criatividade, mas o comercial é extremamente ofensivo às pessoas travestis. A forma como elas são tratadas fere a dignidade humana. Tenho certeza que se eles ridicularizassem uma mulher negra, ou uma mulher judia, isso caberia como racismo”, relata. Veja o vídeo abaixo:


A população de travestis está entre as mais discriminadas no Brasil, como ilustração, é citada pela ABGLT, uma pesquisa realizada durante a Parada LGBT de São Paulo, em 2005, onde é apontado que 77% das pessoas travestis e transexuais afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão em virtude de sua sexualidade.

Em nota, a ABGLT diz, “para entender nosso posicionamento, bastaria ridicularizar a personagem do comercial por causa da cor de sua pele ou por causa de sua raça, para perceber que o conteúdo é discriminatório. Ao mesmo tempo em que entendemos que é preciso ter bom humor, não se deve utilizar-se da fragilidade de uma população para vender um produto. Isto não é condizente com o preceito constitucional da dignidade humana”.

A Schincariol afirmou, por meio de comunicado, que "conduz seus negócios com retidão, ética, integridade e respeito pela dignidade de cada indivíduo e, portanto, não tolera qualquer discriminação". A empresa disse ainda que "não houve intenção de ofender ou discriminar qualquer pessoa" e que, até o momento, não recebeu nenhuma notificação do Conar.

Nova Schin é acusada pela ABGLT de discriminação contra travestis em comercial

Christian Chávez será porta-voz de Barack Obama em campanha gay

O cantor mexicano Christian Chávez foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para ser o porta-voz da campanha gay que irá realizar.

Em entrevista, Christian Chávez comentou que está muito feliz em ter sido convidado por Obama para falar aos latinos que vivem no país, fazendo campanha a favor do casamento gay.

Além de Christian Chávez, o cantor Rick Martin também está cotado para fazer parte do mesmo projeto.

Christian Chávez volta ao Brasil no mês de junho para lançar o DVD “Christian Chávez – Esencial", que foi gravado em janeiro em São Paulo. Além do lançamento, Chávez irá passar com a sua turnê por dez cidades brasileiras.

A tour, que tem o apoio do NaTelinha e realização da Casa da Música, contará também com visitas promocionais à TVs e rádios.


27 de maio de 2012
Christian Chávez será porta-voz de Barack Obama em campanha gay

Marcha das Vadias, movimento contra violência sexual aconteceu neste sábado




O centro de Salvador foi palco de um protesto neste sábado, 26. Contando com cerca de 300 pessoas, homens e mulheres se organizaram na praça de Piedade às 15h e seguiram em direção ao Terreiro de Jesus pelo movimento Marcha das Vadias.

Mobilizados pelas redes sociais, jovens protestaram com faixas, placas e palavras de ordem para protestar contra a violência sexual e a cultura machista de colocar a mulher como responsável pela agressão sexual sofrida.

Militantes estiveram presentes no manifesto para mostrar solidariedade às mulheres e usaram megafone para dar expressar apoio. Representando o Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira esteve no evento e defendeu a eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres.

A delegada Patrícia Nuno, também esteve presente e andou com as mulheres até o Terreiro de Jesus e cumprimentou algumas lideranças femininas.

As idealizadoras do evento afirmam que a culpa por estupros e violência sexual não pode ser atribuída às mulheres por causa de suas roupas, comportamento ou estilo de vida.

O protesto também aconteceu simultaneamente em 20 cidades do país. São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, entre outras capitais, fizeram parte do movimento internacional, que teve origem em Toronto, no Canadá.

Tudo começou em Toronto, Canadá. Um policial dava uma palestra sobre segurança no campus de uma universidade, em determinado momento afirmou que as estudantes devem evitar se vestir como vagabundas para não serem vítimas de assédio sexual ou estupro. A partir daí mulheres em Toronto, e em vários outros países, começaram a marchar pelo direito de serem donas de seus próprios corpos em eventos que receberam o nome de Slutwalk, recebendo o nome Marcha das Vadias, no Brasil.

27/05/2012
Marcha das Vadias, movimento contra violência sexual aconteceu neste sábado

Comissão do Senado aprova projeto que criminaliza preconceito contra mulher, gay ou nordestino


A comissão de juristas do Senado que discute mudanças ao Código Penal aprovou nesta sexta-feira proposta que aumenta a quantidade de situações em que uma pessoa pode responder na Justiça por discriminação. Pelo texto, poderá ser processado quem pratica discriminação ou preconceito por motivo de gênero, identidade ou orientação sexual e em razão da procedência regional.



Pela legislação atual, só podem responder a processo judicial quem discrimina outra pessoa por causa da raça, da cor, da etnia, da religião ou da procedência nacional. Assim como na legislação em vigor, que segue a Constituição Federal, a conduta será considerada imprescritível (o discriminado pode processar a qualquer momento), inafiançável e não passível de perdão judicial ou indulto.

A comissão manteve para os crimes a mesma pena aplicada hoje pela Lei 7.716, de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor: de dois a cinco anos de prisão. A ideia é incorporar toda essa legislação ao novo Código Penal. A pena para a prática pode ser aumentada em um terço até a metade caso a discriminação tenha sido cometida contra crianças ou adolescentes.

No texto apresentado, os juristas decidiram apresentar um rol de condutas que seriam consideradas discriminatórias. Entre elas, impedir o acesso de alguém, devidamente habilitado, a uma repartição pública ou privada, assim como a promoção funcional de alguém, por exemplo, pelo fato de ser mulher, homossexual ou nordestino. O crime também estaria configurado se a discriminação ocorrer em meios de comunicação e na internet.


O presidente da comissão, Gilson Dipp, considerou um avanço a proposta aprovada. "É um avanço porque estamos ampliando as figuras de toda e qualquer figura discriminatória, dando cumprimento à Constituição e atualizando a lei já existente", afirmou o ministro do Superior Tribunal de Justiça. O relator da comissão, Luiz Carlos Gonçalves, lembrou que atualmente não se pode punir judicialmente o preconceito em razão da identidade ou do gênero. "Nós criminalizamos a homofobia e a misogenia", exemplificou o procurador regional da República.

A nova regra não valeria para crimes contra a honra, como o de opiniões que ofendam a dignidade de alguém. Nesse caso, a comissão já havia aprovado proposta para criar a figura da injúria qualificada, que prevê pena de até três anos de prisão e multa para quem faz referência ofensiva por motivo de raça, cor, etnia, sexo ou orientação sexual ou identidade de gênero, idade, deficiência, condição física ou social, religião ou origem. Essa figura não existe no código atual.

A comissão tinha prazo até o final do mês para entregar o anteprojeto do novo código ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Mas os trabalhos foram prorrogados até o dia 25 de junho. As sugestões dos juristas poderão compor um único projeto ou serem incorporadas a propostas já em tramitação no Congresso. 

25 de maio de 2012 - Ricardo Brito, da Agência Estado
Comissão do Senado aprova projeto que criminaliza preconceito contra mulher, gay ou nordestino

Travesti caminhoneira faz sucesso nas estradas do Mato Grosso



Uma travesti conhecida como Ana Paula, 49, vem chamando a atenção de moradores do Mato Grosso. Ana  trabalha como caminhoneira há 28 anos e viaja por todo o país com sua carreta Scania. Ela mora em Cuiabá e se veste como mulher desde 2001. De acordo com ela, o seu lado feminino a incomodava desde a sua infância.

Com apliques no cabelo e seios de hormônio, Ana afirma não sofrer muito preconceito e diz que quem discrimina é uma pessoa sem cultura. "Tenho muitos amigos e faço amizades com facilidade por onde passo" diz ela ao site local MTNotícias.

Quando está com o caminhão estacionado, Ana Paula diz que é muito assediada pelos colegas de profissão, mas que não faz programas com eles, somente com homens de outras profissões. Alega também nunca ter tido uma relação com uma mulher.

Duas bonecas lhe fazem companhia junto ao para-brisa de seu veículo de carga durante as suas longas viagens."São minhas filhas" diz ela.

25/05/2012 - com informações do MT Notícias
Travesti caminhoneira faz sucesso nas estradas do Mato Grosso

Dias D'Ávila na luta contra a Homofobia

O Grupo Pegasus - Grupo Gay de Dias D'Ávila, realizou nesta terça-feira (22) uma atividade contra a Homofobia. Em comemoração ao Dia Mundial Contra a Homofobia (17 de Maio), foram reunidas dezenas de pessoas durante todo o dia na Praça Antonio Carlos Magalhães, em Dias D’Ávila, para uma série de atividades organizadas para lembrar a data.


Recebendo o apoio da Prefeitura Municipal, foi montada uma tenda para o evento, aonde durante todo dia foram feita distribuição de materiais informativos, conscientização sobre Homofobia, Prevenção a DST/AIDS e apresentações artísticas.


De acordo com o  presidente do Grupo Pegasus, Rony Gomes, um ato deste tipo nunca tinha sido realizado antes, esta é a primeira vez. "Nós temos um grupo forte. Não estamos querendo fazer festa, e sim buscar os direitos humanos e de cidadania para a população LGBTT. Está na hora de dizer não para a homofobia", diz ele.

Por que comemorar o 17 de maio:
Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

25/05/2012 - Com informações do Grupo Contra Preconceito
Dias D'Ávila na luta contra a Homofobia